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Aparelho Ortodôntico

Guia para tratamento com Aparelho Ortodôntico de Sistema Autoligado

Você está quer garantir um atendimento mais qualificado ao seu paciente em um tratamento do aparelho ortodôntico de sistema autoligado? Para isso, você precisa entender o diagnóstico e a execução da mecânica dos casos. Por sorte, o Centro Avançado de Ortodontia Autoligável – C.A.S.A – desenvolveu o Pexsa, o Protocolo de Excelência do Sistema Autoligável.

Nesse e-book, vamos te ensinar todos os detalhes sobre o tratamento com o autoligado e te ajudar em todos os passos desse protocolo. Você vai ler sobre:
1. Como funciona o Protocolo Pexsa
2. O Passo a Passo do tratamento com sistema autoligado 
3. Leitura obrigatória para ser um ortodontista de excelência
4. Como se credenciar e começar a trabalhar com o New Evolution

O Protocolo Pexsa de Aparelho Ortodôntico Autoligado

O Pexsa foi criado porque, com o avanço da ortodontia, veio o aumento de opções de diagnósticos e formas de tratamentos. Com isso, havia grande variação na conduta clínica. Foi elaborado com base em pesquisas científicas e resultados clínicos, visando reduzir a variabilidade dessas condutas, o que permite estabelecer uma linha de comunicação entre os profissionais.

Passo a Passo Tratamento com sistema autoligado (10 passos)

 

1º Passo: Diagnóstico ortodôntico

Essa é a parte mais importante de todo o tratamento de aparelho ortodôntico, já que o diagnóstico errado torna tudo mais difícil.

Você deve avaliar:

  • A história do paciente

Primeiro, deve ser feita uma anamnese para entender toda a história por trás do caso. Não deixe de perguntar o histórico familiar, as expectativas em relação ao tratamento e tudo mais que posso influenciar na resolução da oclusão.

  • Exames Clínico

Sempre gaste um certo tempo analisando e avaliando os exames clínicos do paciente. Só assim você vai conseguir realizar o tratamento completo sem complicações e garantir um sorriso mais estético.

  • Exames complementares

Você pode e deve solicitar outros exames, além dos obrigatórios, para te ajudar a elaborar um diagnóstico completo e mais exato. São eles: fotografias, modelos de gesso, radiografias panorâmicas e periapicais e tomografia. Dependendo do caso, você também pode solicitar uma ressonância.

  • Análise Facial

Aparelho Ortodôntico

É uma recomendação do Pexsa, porque o tratamento de aparelho ortodôntico não deve causar alterações prejudiciais na face. De acordo com o doutor em ciências da saúde e mestre em odontologia, Alisson D’Fonseca, o objetivo do uso de aparelho ortodôntico na atualidade é a estética. Sendo assim, quando uma pessoa procura um profissional que possa mudar o sorriso, ela está pensando na autoestima e como isso vai afetar positivamente a vida. Ao elaborar um planejamento, você deve pensar muito externo, mas sem ignorar as oclusões, claro.

A análise facial deve ser feita com base nos demais tópicos listados acima. A posição da cabeça, relação cêntrica e postura labial relaxada devem ser registradas, pois serão usados como referência para obter dados faciais-esqueléticos confiáveis para reforçar o diagnóstico. Para isso, você deve tirar algumas fotos: frontal, frontal sorrindo, lateral e lateral sorrindo.

Lembrando que sinais de envelhecimento, como rugas, sulcos, aprofundamento do perfil,  apinhamento dentário, perda de volume labial e de suporte nasal podem acontecer ou se intensificar devido a má posição ou ausência de dentes.

◊ Análise do sorriso

Existem dois tipos básicos de sorriso: o espontâneo, que as pessoas expressam involuntariamente em momentos de alegria, e o social, que as pessoas expressam voluntariamente para tirar fotos ou cumprimentar alguém.

É preciso elaborar uma estratégia adequada para o sorriso, de maneira que o deixe mais atrativo. Não se esqueça de elaborar um plano multidisciplinar que englobe a estética, tamanho dos dentes, altura da gengiva e, principalmente, que não altere a cor.

  • Análise Tetraedro

Essa análise pretende tornar mais fácil o dia a dia clínico. É usada para representar uma face mais realista e para fazer uma avaliação cefalométrica eficiente. É feita por meio de uma geometria de quatro lados.

2º Passo: Análise de oclusão e avaliação clínica dos segundos molares e caninos

Para finalizar seu diagnóstico, de acordo com o Pexsa, você vai precisar avaliar a oclusão. Esse problema é relacionado ao esqueleto e acaba refletindo na face de uma pessoa. Você pode identificar com precisão qual má oclusão o paciente apresenta depois de realizar a análise fácil e radiográfica.

Se o paciente precisar de expansão do arco transversal dos arcos maxilares, será preciso realizar a observação clínica dos segundos molares e caninos. Essa análise dará o prognóstico em relação à quantidade de expansão transversal posterior e região dos caninos, respectivamente. A grande vantagem do sistema autoligado é mesmo nesses casos, ser eficiente.

3º Passo: Posicionamento dos acessórios do aparelho ortodôntico

Depois que o diagnóstico for fechado, você deverá fazer um planejamento para execução do tratamento com aparelho ortodôntico. Conforme o Pexsa, é o momento de posicionamento dos acessórios ortodônticos.

Quanto for colar o braquete do autoligável, é preciso seguir os eixos horizontais e verticais definidos por Andrews. Atualmente, os braquetes vendidos são pré-ajustados, o que facilita muito, já que já determina que o braquete deve ser colado no centro da coroa clínica. Mas isso não quer dizer que não deva avaliar individualmente e fazer adequações, se necessário.

Casos onde a colagem deve ser diferenciada:

  • Correção de Giroversões
  • Correção de Mordida Aberta
  • Correção de Mordida Profunda
  • Correção de Má Oclusão de Classe II e III

4º Passo: Instalação dos levantes oclusais

Os levantes devem ser instalados em quase todos os casos. Isso, porque ajudam a promover desoclusão das arcadas, permitem a colagem de todos os acessórios ortodônticos, auxilia na correção dos problemas verticais e transversais, além de ajudar a corrigir problemas anteroposteriores.

Neste caso, não há pré-determinação da região em que deve ser instalado. Podem ser instalados nas regiões superior, inferior ou em ambas da arcada, envolvendo um ou mais dentes. Se instalados na região posterior ao arco, passará a se chamar Builds up, se for instalado na anterior, de Bite ramps.

5º Passo: Aplicação do fio termoativado

Aparelho Ortodôntico

A força é muito importante no tratamento, pois, só se bem administrada, poderá tratar uma má oclusão. Entretanto, os dentes não se movimentam como resultado da aplicação dela, mas sim dependendo da variação de pressão em diversas partes do ligamento periodontal, aliado com fatores biológicos em resposta a modificação no equilíbrio do complexo dentofacial por uma força externa.

É difícil determinar a força ideal para realização do movimento dentário, porque depende de muitos fatores, além dos individuais (idade e biotipo facial, por exemplo). Mas, no mínimo, três força devem ser aplicadas no tratamento ortodôntico. São elas: oclusão, musculatura peribucal e língua.  Também é preciso levar em consideração as forças biológicas resistentes ao movimento dentário, que são geradas pelo osso alveolar e ligamento periodental, além das forças mecânicas geradas pelo atrito do fio com o sistema de amarração ou com as paredes dos braquetes.

Sendo assim, é possível perceber que a aplicação do fio termoativo é uma parte muito importante da instalação do Aparelho Ortodôntico Autoligado. Segundo o Pexsa, o ideal é iniciar com o fio 0.14” termoativado, porque os de menor calibre não permitem a resposta clínica necessária para os primeiros passos do alinhamento.

Conheça as vantagens do fio termoativado

  • Menor quantidade de ajustes
  • Alinhamento mais rápido
  • Alta flexibilidade
  • Usam a variação da temperatura interna da boca nas diferentes fases do tratamento, dependendo do resultado esperado
  • Memória de forma

6º Passo: Utilização adequada dos Wins no aparelho ortodôntico

Um dos grandes diferenciais do aparelho ortodôntico autoligado é o uso de wins. Aprender a usá-lo corretamente tornará o tratamento mais rápido. Por isso, você precisará entender os locais ideias a serem instalados no início do alinhamento e saber que eles se movimentam frente às respostas obtidas a isso.

Os Wins são dinâmicos, então busque ter total entendimento desse tipo de movimentação. Para não errar, estudd muito o básico de Ortodontia, fora outras filosofias e técnicas de obtenção de bons resultados.

Movimentos que podem ser alterados ou auxiliados com o posicionamento correto dos Wins:

  • Expansão Superior
  • Fechamento de Diastema
  • Desvio da linha média
  • Projeção anterior
  • Efeito Conjugado: a formação de “blocos dentários”
  • Evitar efeitos colaterais da mecânica
  • Efeito Mola

7º Passo: Mecânica com elásticos

Aparelho dentário

Os elásticos intra-arcos e intermaxilares serão coadjuvantes no tratamento do autoligado. Para traçar um plano correto, você deve levar em conta as aplicações e eficácia da mecânica com elástico, quando ela deverá ser iniciada, qual força utilizar, a duração e a periodicidade da troca de elástico.

Os elásticos podem corrigir diversos problemas de má oclusão apenas com alteração de direção e número de dentes envolvidos na mecânica. Podem resolver problemas de ordem transversal, vertical e/ou antero-posterior.

8º Passo: Uso de atrito

A movimentação está relacionada a quantidade de atrito gerado pelo sistema fio/braquete/má oclusão. Quanto mais o apinhamento, maior a deflexão do fio. Até mesmo em casos com os braquetes autoligáveis, algumas áreas podem ter maior contato do fio com as paredes do slot do braquete. Isso gera um atrito maior nos locais.

Em geral, os ortodontistas sempre buscaram a redução do atrito para facilitar o movimento dentário ortodôntico, pois pode reduzir pela metade a força empregada para movimentar o dente, o que pode inibir ou retardar o alinhamento.

Porém, não existe ortodontia sem atrito, isso é fato. Os fios ortodônticos e braquetes precisam apresentar, portanto, o menor coeficiente de atrito possível.

Mais uma vantagem do autoligável é essa: a redução do atrito. O uso de fios termoativos de baixo calibre têm menor atrito com braquetes. A mudança mais significativa quanto a isso é que o sistema autoligável permite a remodelação óssea, o que promove as expansões dentoalveolares posteriores.

Braquetes normais x Braquetes autoligados

Segundo muitos estudos, os níveis de atrito com os braquetes autoligados são mais baixos. O motivo disso é que esses aparelhos não necessitam de ligaduras – elásticas ou metálicas – para prender o fio do slot nos braquetes. Em um comparativo de braquetes tradicionais e autoligados, realizado por Voudouris, os convencionais produziram atrito entre 371 vezes e 667,8 vezes maior que braquetes autoligáveis passivos.

9º Passo: Refinamento Dentoalveolar

O Refinamento Dentoalveolar deve ser realizado apenas quando os dentes estiverem totalmente alinhados e nivelados e quando a bioadaptação transversal estiver sido definida em plenitude.

Com o sistema autoligável, quanto menos força for utilizada, maiores serão as respostas dentoalveolares. Assim, você deverá trabalhar com fio 0.014 “ TA até esgotar todos os recursos e respostas necessárias para o caso. Só então você poderá passar para o fio 0.014” TA x 0.025”, onde acontecerá o refinamento.Como possui uma diagramação maior, é do mesmo calibre e mantém forças leves, vai promover uma bioadaptação transversal maior ainda.

10º Passo: Finalização e Contenção

Aparelho Autoligado

Boa finalização significa boa oclusão, que pode ser dividida em oclusão estática e a dinâmica.

A estática é aquela em que o paciente encontra-se em relação de máxima intercuspidação. A metodologia de análise seria a seis chaves da oclusão normal, que deve apresentar interarcos corretas no sentido ântero-posterior: relação molar de classe I, sobreposição dos incisivos superiores aos inferiores, linha média correspondente, angulações e inclinações adequadas dos dentes, ausência de rotações, contatos interproximais justos e curvas de spee plana ou suave.

A dinâmica corresponde às várias posições da mandíbula sem contato dentário. Sendo assim, para conseguir uma boa oclusão dinâmica, as guias de proteção devem ser estabelecidas:

  • Na guia anterior, quando o paciente realiza o movimento de protrusão, deve ocorrer toque entre os incisivos superiores e inferior e desoclusão dos dentes posteriores.
  •  Na guia canina, quando o paciente realiza o movimento de lateralidade deve ocorrer toque apenas entre o canino superior e inferior do lado de trabalho e desoclusão dos outros dentes.
  • Também pode existir a denominada “função em grupo”, quando o toque no lado de trabalho ocorre nos pré-molares e/ou molares, de acordo com o caso.

Nessa etapa, também é preciso avaliar a necessidade de recolagem dos acessórios, necessidade de dobras e/ou realização de toques adicionais, porque, apesar os braquetes serem programados, alguns casos podem pedir essa individualização. Os casos que não precisarem, podem ser finalizados com o mesmo fio utilizado para o refinamento dentoalveolar (0.014”x0.025” TA).

Contenção para complementar o tratamento com aparelho ortodôntico 

A contenção fixa deve ser usada no arco inferior em todos os casos, sendo colada de canino a canino. Em consultas de acompanhamento pós-tratamento, o tempo de uso deverá ser discutido.  Em casos de fechamento de grandes espaços na mecânica, como grandes diastemas, ou dentes muito girovertidos, a contenção nunca deve ser retida, porque a mandíbula cresce residualmente, que está relacionado a ocorrência de apinhamento.

Ortodontia Autoligável e Contemporânea e Protocolo Pexsa

Todas as informações desse ebook foram retiradas dos dois materiais escritos pelos doutores Cláudio Figueiredo e Vicente Pacheco. Juntos, eles criaram o New Evolution, um aparelho ortodôntico autoligado diferente de todos vistos no mercado.É mais estético, mais rápido e tem maior custo-benefício.

Veja fotos de antes e depois com Aparelho ortodôntico.

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A New One, criadora dos aparelhos New Evolution e New Aligner, oferece cursos, treinamentos e workshops de capacitação para tratamentos do aparelho ortodôntico autoligado.

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